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Em meio ao trânsito e comum caos da cidade São
Paulo é raro que notemos, mas em plena Av. Brigadeiro
Luís Antônio (movimentada avenida do bairro
dos Jardins), existe uma espécie de Museu Erótico.
Sim! Um Museu dedicado a diversos temas sexuais.
Por
cumprir a Lei Cidade Limpa, o casarão branco
que abriga as várias peças ligadas ao
erotismo, possui uma placa quase imperceptível,
com poucos dizeres. Provavelmente esse é o principal
fator colaborador para que não saibamos que nesse
bairro nobre exista algo tão inusitado.
Pois bem, vamos ao que importa. O que há de
tão interessante nesse museu? A resposta é
simples: Canal X - Museu Erótico de São
Paulo é sinônimo de sexo! Muito sexo! E
tudo o que tem por lá nos remete, de alguma maneira,
ao lado sexual.
Tudo começou há mais de uma década
quando Alfred Aspo, diretor do Museu, decidiu modificar
o ramo de sua locadora comum. Ao perceber que seus clientes
não se contentavam com filmes que poderiam ser
vistos comumente na TV, Alfred decidiu descartar os
"normais" e então, foi ampliando sua
coleção que hoje possui centenas de títulos
e opções.
O Museu é "dividido" em várias
partes e o acervo de filmes é, certamente, o
maior de todos. Vindos de vários lugares do mundo
e até entregues diretamente no local por exibicionistas
que querem mostrar o que produzem em casa, os vídeos
vão dos inimagináveis aos comuns, de anões
travestidos a ninfetas "inocentes".
Segundo um funcionário de lá, os clientes
do Canal costumam ser bastante fiéis e, em sua
maioria (cerca de 95%) são homens que têm
entre 30 e 45 anos e querem ver cenas lésbicas
ou gays, porém, acredite: tem até quem
procure imagens de pessoas que fazem sexo enroladas
em celofane!
As salas de venda e locação também
possuem divisões e são elas: pornô
clássico, amador, gay, nacional, lésbico,
peludas, raspadas, peitudas, com senhoras, com gordos,
de gozo facial, squirt (gozo feminino), lactomania (com
mulheres lactantes), escatologia (com fezes), sadomazoquismo
etc.
Por
toda a casa podem ser notados quadros e fotos de homens
extremamente bem dotados, mulheres de todos os biotipos,
figuras de homos, heteros e algumas sátiras como
a de sado (foto).
Pênis feitos de pedra, bonequinhos gays, personagens
divertidos, um "bordel" e até uma grande
estátua do Deus da Fertilidade (Priapus) podem
ser vistos no Canal X. Dentre o que é exposto,
é preciso que sejam destacadas as pinturas (originais)
feitas pelo mestre francês George Saint-Croix
que transpôs em figuras as experiências
sexuais que viveu na Inglaterra quando era estudante
na década de 50.
Há pouco tempo, no piso de baixo, foi inaugurado
um Sex Shop e, de acordo com o pessoal que trabalha
na loja, isso faz atualmente com que o público
GLBT e mulheres entrem com uma freqüência
maior na mansão.
E ainda tem mais! Além de locadora, sex shop
e erotismo de sobra, a visita ao museu é capaz
de nos mostrar fatos que não imaginamos. É
incrível como o casarão estava cheio.
A clientela, particularmente curiosa, dá um "algo
a mais" no clima do local. Homens engravatados
e senhores eram a maioria (e olha que fomos durante
a tarde, no horário de almoço!)
Agora você já sabe: não é
só de fatos históricos que se mantém
os museus, e realmente é possível que
aprendamos muito a cada vez que passamos por um deles.
Pensou em museu, pensou em sexo! Literalmente sexo dentro
do museu!
Serviço:
Canal X - Vídeo Locadora/ Museu Erótico
de São Paulo
Av. Brigadeiro Luis Antônio, 2.543 - Jardins
Funcionamento: das 12h às 22h (exceto aos domingos)
(11) 3289-7575.
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