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ABORTAR OU NÃO?

Por: Sabrina Sandoval
   

Este não é um tema fácil de ser abordado, já que envolve muitas controvérsias, valores morais e éticos. Devemos incluir também a falta de informações para poder julgar as razões das pessoas em tomar este tipo de decisão. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) 4 milhões e 200 mil mulheres realizam aborto por ano, a maior parte clandestinamente. Está é a maior preocupação, pois as jovens estão deixando de se cuidar e isso pode trazer marcas para o resto da vida.

Aborto é o ato de retirar o feto ainda pequeno do útero da mãe. Existem dois tipos de aborto: o espontâneo, ocasionado por doenças, acidentes ou morte do feto, e o provocado (que é ilegal no Brasil), feito por meio de remédios fortes (é importante salientar que não existem remédios para aborto, ou seja, eles nem sempre são eficazes e podem fazer muito mal para as mulheres que os tomam), aspiração, corte ou sufocamento do feto. Esses métodos podem matar a gestante ou deixar seqüelas graves e existem casos de meninas que não conseguem mais engravidar. Quando tomam remédios (Cytotec é um exemplo), elas podem ter náuseas, sangramento e dores terríveis na barriga.

Será que esses riscos valem a pena? Para muitas mulheres sim. A prática do aborto pode ter diversos motivos, como dificuldade financeira, a mãe ser muito nova e a falta de preparo psicológico para cuidar, amamentar e amar um filho. ?E? (21) é um exemplo. "Não tinha como levar isso adiante. Sempre trabalhei, mas o que eu ganhava mal dava para eu me sustentar sozinha?. Ela optou por não contar para o pai da criança, pois ele não deixaria que ela fizesse o aborto e, para piorar, ainda tinha outros filhos.

"E" também poderia se complicar com a lei contra prática o aborto. O advogado Sérgio Tavolaro explica como funciona. "A punição pode variar de 1 a 3 anos para mulher que provoca o aborto (auto aborto) ou para mulher que consentir que outra pessoa o faça, segundo o artigo 124 do Código Penal". O advogado ainda lembra que somente em caso de estupro ou gravidez de risco (o chamado aborto necessário) é que a mãe pode escolher se deve ou não seguir em frente com a gravidez. Quem ajuda no aborto também pode se dar mal, e pode pegar uma pena de 1 a 4 anos.

Ainda devemos salientar as conseqüências que um aborto pode provocar na cabeça de uma mulher. Segundo a psicóloga Kátia Horpaczky, a mulher que faz o aborto se sente muito culpada e, se não aceitar essa culpa, pode ter diversos problemas com posteriores relacionamentos ou com os futuros filhos "O aborto é tão contrário à ordem natural das coisas que automaticamente induz uma sensação de culpa. A mulher, entretanto, precisa admitir a sua culpa para poder iniciar uma ?nova vida?".

Para um tema tão delicado, a melhor saída para não ter que pensar nisso é se cuidar e, para as mulheres, ir periodicamente ao ginecologista. E não se esqueça: USE SEMPRE CAMISINHA!







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