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Pesquisas confirmam que cirurgia reduz em 50% a possibilidade de contaminação
Uma recente descoberta dos Institutos Nacionais da Saúde na África do Sul pode mudar definitivamente as perspectivas sobre modos de proliferação da AIDS.
No último dia 13 de dezembro, o governo dos Estados Unidos (aliado destes órgãos) afirmou que a circuncisão de homens adultos pode reduzir pela metade o risco de se contrair o vírus HIV, causador a doença.
A informação foi descoberta após diversos estudos que constataram que as células do prepúcio do pênis que é retirado na circuncisão são especialmente sensíveis à invasão do vírus, pois serem mais frágeis que a área ao seu redor.
A circuncisão é uma operação cirúrgica que, depois do corte do cordão umbilical, é provavelmente o mais antigo tipo de operação, segundo alguns historiadores. Praticada como rito religioso de judeus e muçulmanos, desde meados do século XX ela tornou-se um procedimento médico comum.
Atualmente, essa intervenção é entendida como uma medida de higiene, já que remove o tecido onde se alocam bactérias que causam irritação e infecções nos rins e nas vias urinárias.
Desde 2002, estudos mostram que os homens incircuncisos têm mais probabilidade de contrair infecções por via sexual do que os homens circuncidados. A conclusão em comum de todos eles é que o prepúcio proporciona um ambiente úmido, que dá ao agente infeccioso mais tempo de sobrevivência e oportunidade para infiltração no organismo.
Quando os voluntários africanos se submeteram à cirurgia, caíram 50% dos casos de contaminação de AIDS. Os estudos foram interrompidos após benefício se mostrar bastante evidente. Porém, por se tratar de uma proteção parcial, o uso da camisinha ainda é indispensável.
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