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No fim de novembro, cientistas ingleses declararam à imprensa que desenvolveram uma pílula contraceptiva masculina, que impede a liberação do esperma durante a relação sexual sem que haja alterações no prazer ou nos hormônios.
O remédio é resultado da combinação entre dois medicamentos que já são utilizados em todo o mundo. O primeiro é uma fórmula farmacêutica para controlar a pressão alta, e o segundo é usado no tratamento da esquizofrenia.
Juntos, os dois bloqueiam temporariamente a saída das células reprodutoras do homem. As pesquisas feitas até o momento indicam que seria necessário tomar a substância e esperar algumas horas antes da transa para que o efeito fosse bem sucedido.
Após ingerido, o produto (ainda sem nome) permanece com este princípio em um intervalo de 24 horas, mas apesar de parecer uma boa opção para os casais que querem evitar a gravidez, o novo método deve demorar até chegar às farmácias.
Isso acontece porque, por enquanto, os estudiosos britânicos conhecem apenas a receita e sua função, porém não sabem quais podem ser os possíveis efeitos colaterais que a mesma pode causar no ser humano.
O item está em fase de testes e pesquisas e, segundo declarações de seus criadores, ele deve chegar ao mercado em quatro ou cinco anos, dependendo dos dados que forem averiguados em 2007.
Desde a década de 90, investiga-se a testosterona e suas possíveis combinações com a finalidade de impedir a fabricação dos espermatozóides. Porém, o desafio é encontrar uma dose que preserve a capacidade reprodutiva masculina.
O médico baiano Elsimar Coutinho, por exemplo, concebeu a "pílula de gossypol", que tem como princípio ativo um pigmento extraído do óleo do caroço de algodão. Ela inibe a produção de células reprodutoras e deve ser tomada por três meses. Este é o período estimado para que o corpo esgote suas reservas de espermatozóides.
O cientista e seus colaboradores testaram o gossypol em milhares de homens do Brasil, China e África. Contudo, o experimento brasileiro possui um efeito colateral não controlado: causou infertilidade permanente em cerca de 20% dos usuários, característica que se tornou um obstáculo ao seu uso.
Ao que tudo indica, no futuro, com a evolução destas descobertas, o homem também poderá ser o responsável pela prevenção do casal, já que muitas mulheres não se adaptam ou esquecem de tomar a pílula e acabam engravidando.
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