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Considerada por muitos como uma doença, a frigidez é uma disfunção sexual feminina que reprime o prazer do sexo. Cerca de quarenta por cento das mulheres do EUA, Reino Unido e Suécia com idades entre 18 e 59 anos apresentam queixas sexuais significativas. Delas, um terço reclama de déficit de desejo sexual, um quarto descreve a falta de orgasmo e um quinto relata a dificuldade de excitação.
Estes transtornos se fazem presentes em uma das quatro fases do ciclo de resposta sexual, que são Desejo, Excitação, Orgasmo e Resolução. É importante deixar claro, porém, que estes distúrbios não podem ser confundidos com os decorrentes, por exemplo, de uma doença como vaginismo (dor na vagina). Essa doença é uma inflamação vulvar que causa dor na penetração e pode levar a mulher a não ter mais vontade de fazer sexo. Porém, as causas da frigidez são psicológicas, e não físicas.
Para diagnosticar uma mulher com frigidez é só saber se ela tem deficiência ou ausência de fantasias sexuais, deficiência ou ausência de desejo sexual ou sofrimento ou dificuldades interpessoais. Esta última característica remete a uma pergunta: Ela quer ter prazer sexual ou não? Por incrível que pareça, muitas responderiam que não.
A mulher portadora de frigidez pode ter os sintomas deste transtorno com apenas um parceiro ou com todos. Ela não costuma tomar a iniciativa do ato sexual e reluta quando seu parceiro tenta fazê-lo. Quando seu problema existe apenas com um parceiro, é porque não há estímulo suficiente para a realização da atividade sexual e não há intimidade (mesmo entre pessoas casadas). Muitas pessoas somente conseguem ter prazer quando em uma situação de segurança, com um parceiro confiável.
As causas deste distúrbio, na maioria das vezes, são históricas. A sociedade, desde tempos remotos, classifica o sexo como algo ruim, um pecado que é apenas permitido quando feito apenas para procriação. Este sentimento, nas mulheres, é ainda mais forte, ao passo que, nos homens, é estimulado.
Ao acreditar que sexo é algo ruim, uma mulher frígida acaba acreditando, inconscientemente, que sua falta de prazer é algum tipo de característica positiva.
Para que este problema possa ser resolvido, em primeiro lugar é preciso que a mulher passe a conhecer seu próprio corpo de forma diferente. Geralmente as mulheres que sofrem este tipo de distúrbio têm vergonha do próprio corpo, se reprimem e pensam na masturbação como algo negativo. Em segundo lugar, procurar um acompanhamento médico, para que o distúrbio possa ser diagnosticado e a resolução do problema, achada.
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