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Tem louco para tudo. É com a célebre frase que damos ponto de partida a uma
discussão muito polêmica. Até que ponto as fantasias são saudáveis? Elas
podem se tornar doenças?
Desde do os primórdios, a humanidade tem fetiches. Acontece que muitas
pessoas confundem o fetiche com a fantasia.
A fantasia não necessariamente tem de ser realizada para satisfazer
sexualmente uma pessoa, afinal, existem muitas pessoas com muitas idéias
para suas transas e, que mesmo assim, nunca irão colocá-las em prática. Já
os fetichistas podem se tornar tão dependentes de suas taras, que
simplesmente não conseguem mais ter relações se não as realizarem.
Mas o que é, na verdade, o fetiche? É simples, é o ato de se obter prazer
através de objetos nem sempre ligados diretamente ao sexo. Quer exemplos?
Existem pessoas que se excitam com pés, mãos, determinados tipos de roupa ou
até mesmo situações. Especialistas não consideram o fetiche uma disfunção
piscossexual, assim como a pedofilia, necrofilia, voyeurismo, entre outras.
Porém, se a pessoa colocar em risco sua própria segurança e saúde, ou a do
parceiro, ao realizar sua tara, o fetiche pode passar a ser considerado um
distúrbio.
Leu as linhas acima e descobriu que é fetichista? Então calma, não há motivo
para se entrar em pânico. Só para tranqüilizar, a psicologia considera que
todos nós possuímos determinado grau de fetichismo. Ou seja, não é uma
doença e não há porque se recriminar. Agora, se você já não consegue mais se
relacionar sem realizar os fetiches, então, daí sim, está na hora de
procurar a ajuda de um profissional. Não se recrimine, realize seus fetiches
e fantasias. Mas lembre-se, tudo em excesso, faz mal.
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